Abordar este tema não é fácil mas já não é de hoje que penso em escrever sobre infidelidade.
Muitos casais se separam colocando a culpa na infidelidade do seu cônjuge. Eu tenho uma forma bastante diferente de ver as atitudes de pular a cerca por parte de um ou de ambos os membros do casal. Eu penso que não podemos colocar a causa do “fim” dos casamentos na infidelidade.
Cada dia que passa, as pessoas têm que trabalhar mais e chegam sempre à noite cada vez mais cansadas.
Ao chegar a casa há sempre o trabalho doméstico que, normalmente, é desempenhado pela mulher, enquanto o homem costuma ter obrigações mais externas à habitação. É aqui que o erro acontece. O casal costuma dividir-se, desde muito cedo, nos cumprimentos das tarefas que dizem respeito à família e que deveriam ser feitas em conjunto.
Quantas vezes já ouviram dizer que uma família tem 2 automóveis e ambos vão para o trabalho, sendo apenas um deles a levar os filhos à escola?
Com certeza imensas vezes. Os horários laborais incompatíveis, o trabalho que é conseguido a grande distância, pode até nem ser física, mas em tempo de viagem, leva à deterioração da união do casal. Isto acontece pois os casais já não almoçam juntos, como no passado. Ambos vão para a rua e conhecem mais pessoas que no passado e facilidade de comunicação entre essas pessoas está muito mais facilitada.
Estes são diversos factores que podem levar à infidelidade e, consequentemente, ao rompimento da relação.
Será que há solução para evitar esta situação sem voltarmos ao passado?
Penso que sim. Aponto para uma solução de compromisso entre o casal e de liberdade na hora de diferenciar o amor do sexo. Acredito que há momentos, devido às tais incompatibilidades de horários ou até de momentos (menstruação da mulher ou viagem de negócios do homem) que poderá haver mais predisposição para procurar outro(a) parceiro(a) para sexo.
É aqui que se percebe o valor da família. Se o casal for unido, perceberá que aquele momento sexual faz parte do factor físico e nunca do factor espiritual. É por isso que penso que, se houver um verdadeiro diálogo entre os membros da família – marido e esposa, não haverá lugar ao rompimento da relação e sim ao fortalecer da mesma. O cônjuge terá que perceber que apesar daquilo (sexo) poder ser feito “fora de casa”, não quer dizer que não se prefira fazê-lo “dentro de casa”.
É por isso que digo que a solução para todos os problemas de um casal que se quer unido está e estará no diálogo e na cedência de uma e outra parte para as necessidades do outro.























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